O tradutor está bastante ciente de que o que Ajahn Suchát fala nessa gravação não é o que a maioria das pessoas quer ouvir e não é o que diz a maioria dos professores ocidentais de budismo, mas foi justamente por isso que decidi traduzir e publicar aqui, uma vez que era esse o real propósito que tinha em mente quando decidi criar este site: dar às pessoas a oportunidade de ouvir algo além do budismo de vitrine, ouvir diretamente o relato de quem de fato fez, não só daqueles que pensam a respeito. É verdade que é possível praticar só estando no momento presente sem ter que abrir mão de nada, mas também é verdade que muitas vezes as pessoas falam preocupados apenas em dizer o que o público quer ouvir. Antes de concordar ou discordar compare o que Ajahn Suchát está dizendo com as palavras do Buddha e também com a história de vida de mestres do passado, quer seja no Theravada ou mesmo no Mahayana. Também vale notar que em diversas passagens do Tipitaka o pensamento que leva pessoas à renúncia é o seguinte:
“Como eu entendo o Dhamma ensinado pelo Abençoado, não é fácil viver em família e praticar a vida santa completamente perfeita, totalmente pura, como uma concha polida. E se eu raspasse o meu cabelo e barba, vestisse os mantos de cor ocre e seguisse a vida santa?” (Ratthapala Sutta). Mais sugestões para leitura:
Sukhamala Sutta,
Hatthaka Sutta,
Os Costumes dos Nobres